Como que a me questionar em conflito, no silêncio
externo e sublevação interior, coloco-me contra o único
e verdadeiro erro da criação (perdoe-me Deus): a humanidade.
O homem? Ah! Nada mais... Apenas uma interjeição... Merece
algo além animal tão desprezível? Pois bem:
Pior que chamá-lo homem é dizê-lo racional. Trata-se
apenas de um ser impensante, matéria inútil ao bem, monstro
vazio.Afastou-se do Belo, do Sábio, do Amável, do Divino.Buscou
alhures o que não encontrou dentro de si. Não se ouviu, nem
a seu Criador. Hoje procura nas distâncias o que não encontrou
consigo.
Eis, para a ilustração dos caminhos errôneos da humanidade,
alguns pensamentos que couberam a Deus e agora são revelados: “Levanta-te
barro estéril! Revela-te! Só tu faltas à novela da
criação... Cresce! Aprende! Conhece! Sim, aproveita... Deleita-te!
Não! Não quero acreditar. Por que te afastas de mim, ingrato
animal recalcitrante? Olha para ti mesmo! Nada és sem mim. Enxerga-te!”.
Por que ir ao espaço e explorar as fronteiras do universo se o nada
lá está? O homem não deveria estar.
Deveríamos, todos, embarcar rumo ao nosso ser, algo como um encontro
marcado. Aí, ou melhor, aqui, dentro “em mim”, encontraremos respostas.
Quiçá o homem, assim, deixe de ser tão abjeto! Melhor
seria nascer fera ou qualquer outra coisa, tudo, exceto homem!
Alter Ego