Bom mesmo é sentir-nos livres para poder escolher
o rumo que vamos tomar.
Eu sou, sou livre, pois moro no Brasil, terra boa onde poucos plantam e
colhem, onde outros são livres, livres para submeter-se a um trabalho
escravo. Enquanto isso, esses poucos que plantam - e plantam muito - e colhem
- e colhem muito - também são livres, livres de impostos,
livres de fiscalização. Já os “livres escravos” pagam
altos impostos, pagam aluguel para morar e comem pior que nossos “livres
detentos”.
Sei que sou livre, pois eu posso votar. Sei que as campanhas são
livres. Elas são livres sim, pois o PSDB e os outros grandes partidos
têm bastante tempo na televisão. Eu penso que o PRONA, o PSTU
e partidos pequenos como eles sejam livres também, mas eles escolhem
ter pouco tempo na televisão e nunca são eleitos, talvez por
culpa dessa escolha.
A lei me dá a segurança de ser livre, aliás, eu posso
ir e vir, pois a polícia me dá essa possibilidade, ela está
sempre presente para me salvar dos assaltos.
Os assaltantes? Ah! Esses é que são os mais livres! Assaltam
bancos, estabelecimentos comerciais e casas pela sua livre ganância,
ou para comprar a droga que livremente escolheram usar.
Sou livre para comprar qualquer carro, todos têm o mesmo preço
e, com o salário que ganho, posso trocá-lo todo ano por um
novinho. Eu também sou livre para escolher se almoço e janto,
ou se troco o carro.
Em verdade eu sou livre, por isso escolhi o Brasil para morar. Sou livre
para ficar sempre em minha casa, pois aos livres assassinos foi dada muita
liberdade.
David Edson Trevizan
2º col