O
direito a terra foi mais um presente que o homem recebeu e não soube
aproveitar. É angustiante ver pessoas brigando, lutando e até
morrendo por um pedaço de terra, para tirar dele seu sustento.
Os homens têm fome, fome de alimento que nutre o corpo, mas principalmente
fome de trabalho que alimenta a esperança e nutre a dignidade. Não
é lícito que em um país como o nosso haja problemas
na divisão de terra. Não podemos aceitar que uma minoria chamada
elite fique com a maior parte do bolo, e uma maioria denominada massa fique
com as migalhas. Necessitamos de uma reforma agrária justa, verdadeira
e rápida.
Quem possui um pequeno pedaço de terra tem que lutar muito para se
sustentar. É preciso lutar com grandes latifundiários em preço
e qualidade de produto para poderem ganhar mercado! Seria como se um rato
quisesse bater de frente com uma manada de elefantes, seria esmagado rapidamente.
Deveríamos lutar pelos pequenos produtores, exigindo mais incentivo
por parte do governo.
Corrupção, substantivo que está no auge do vocabulário
brasileiro. Palavra perigosíssima que aumenta a desigualdade social.
É inadmissível que as pessoas a quem confiamos o dever de
defender os nossos direitos nos enganem, e não administrem prudentemente
os recursos que lhe são confiados. Devemos ser mais críticos
ao escolhermos as pessoas que irão defender nossos direitos.
O homem não pede muito, só pede o que é de seu direito,
um pedaço de terra para trabalhar e dele tirar o seu sustento. Será
que isto é pedir muito? Enquanto não houver uma reforma agrária
verdadeira em nosso país, a única terra que o pobre terá
direito é a que cobre o seu caixão.
Marcus Vinícius Nogueira de Oliveira
3º Ano