Aparecida em minha vida

Tudo começou no ano de 1717, com três pescadores: Felipe Pedroso, Domingos García e João Alves. Foram ao rio Paraíba em busca de peixes e lançaram suas redes. Muito tempo depois, ainda em busca de peixes chegaram ao rio Paraíba. João lançou a sua rede, e ao puxá-la trouxe o corpo de uma santa, na verdade, Nossa Senhora da Conceição sem cabeça. Lançando novamente a rede, eis que surge a cabeça da mesma imagem. A partir daí, os peixes surgiram em impressionante abundância para os pescadores.
A imagem da Santa era negra como grande parte dos brasileiros (negros escravos). Eles começaram a chamá-la de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Durante 15 anos, a imagem encontrada no rio ficou na casa de Felipe Pedroso, onde as famílias iam rezar. Eram tantas graças que toda região ficou sabendo. Então a família de Pedro construiu um oratório. Logo, o local se tornou pequeno para o número de peregrinos.
Em 1734, o vigário providenciou a construção de uma capela num local que mais tarde passaria a se chamar Aparecida. Só que o espaço ainda não era suficiente, e em 1834, iniciou-se a construção de uma Igreja (Basílica Velha), que até os nossos dias ainda pode ser visitada. Como o número de peregrinos não parava de crescer, em 1955, teve início a construção da Basílica Nova, que em tamanho só perde para o Vaticano. Ela tem vinte e três mil metros quadrados e capacidade para 45 mil pessoas.
Isto foi um pequeno resumo da história da Mãe Aparecida e de seu Santuário que fica no interior de São Paulo. Agora vou contar o que Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi, e o que ela significa para mim.
Conheço seu Santuário desde criança, e o visito sempre que possível. Cheguei a ir cinco vezes em um único ano. Ela foi para mim uma Senhora sobre a qual sempre ouvi falar e ser clamada durante as orações. Eu não entendia quase nada e muito menos sabia quem ela era.
Aos poucos fui sabendo que ela tinha aparecido no ano de 1717, que era negra como a maioria de seus filhos negros e escravos. Fui saber que ela tinha sido coroada e proclamada Rainha e Padroeira do Brasil, e muito mais, ela é para mim a mãe de todo mundo, minha e especialmente do Brasil. Ela é a pessoa na qual eu coloco toda minha vida. Ela é uma mãe que não nega um pedido de um filho, podemos ver a prova de muitas graças alcançadas na sala de promessas que fica no subsolo do santuário.
Ela fez minha prima andar, ela livrou meu tio da morte, ela fez uma criança ver, e outra nascer sem problema e a mãe parar de tomar remédio. Foi ela quem salvou várias pessoas da morte com fogo, com água, em seqüestro, em acidente aéreo e terrestre. Ela quem reconstruiu vários casamentos, que livrou muitos do suicídio, ela que fez tanta gente andar, ouvir e falar. Ela que libertou o escravo Zacarias quebrando suas correntes em 1850; ela que fez uma menina cega dizer a sua mãe: “mãe como é linda esta igreja!” e muito mais.
Por tudo isso o seu povo quis homenageá-la coroando sua imagem pelos 100 anos em 8 de setembro, recebendo uma nova coroa e um novo manto.

É ela quem me mantêm aqui, pois quando me sinto fraco, ela segura em minha mão e diz: “meu filho, eu estou com você, não tenha medo”. Para mim, ela sempre será a minha mãe.
Um grande devoto de Maria esteve conosco e deixou uma frase e é com ela que eu termino.
“Aprendi aqui, que quem parte leva saudades. Deus abençoe o Brasil, sob a perpétua proteção de Nossa Senhora Aparecida”.
JOÃO PAULO II

Nossa Senhora Aparecida, rogai pelo vosso povo que tanto te ama!

Fernando Tadeu Francisco de Jesus
1º ano