Marcos
Olímpicos
Expressão máxima do esporte mundial, a Olimpíada é o
maior evento esportivo e cultural do mundo. De fato, as olimpíadas param o
Universo. Olhos ficam fixos nas telinhas para ver o seu país, seu ídolo, seu
esporte predileto entrarem em cena.
E não há alegria maior do que ouvir o
hino nacional tocar e você ver o representante de seu país no lugar mais alto
do pódio e mais, a bandeira brasileira sendo hasteada ao centro e todo o mundo
vendo ela naquele instante.
Vários fatos, tantos felizes, tristes
ou impressionantes marcaram as olimpíadas e estão marcadas na memória de muita
gente.
Em Paris-1924 num esporte chamado Rugby os americanos ganharam a
competição, só que os franceses, organizadores do
evento, não deixaram hastear a bandeira americana e tocar o hino americano,
quando eles subiram ao pódio.
Nos jogos de Los Angeles – 1932 o
Brasil fez um escândalo no pólo aquático. Após perder para a Alemanha a Equipe
brasileira foi tirar satisfação com o juiz húngaro e por fim a equipe brasileira
foi desclassificada.
Londres – 1948 na prova de adestramento
do hipismo, só poderia competir quem fosse oficial
efetivo. Nesta ocasião, a Suécia sagrou-se campeã por equipes, só que mais
tarde foi descoberto uma irregularidade na equipe Sueca e então a medalha foi
dada aos franceses.
Em Roma – 1960 um ciclista dinamarquês
morreu depois da prova de ciclismo estrada pelo fato de que ele se dopou com
uma substância que aumentava a circulação. O pior aconteceu na natação onde um
norte-americano ganhou a prova por apenas 1 décimo,
mas por erro de cálculo o prêmio foi dado a um australiano que na realidade
ficou em segundo lugar.
Nos jogos de Tókio – 1964, um rapaz de
19 anos, que nasceu em Hiroshima no dia do lançamento da Bomba Atômica ascendeu
a tocha olímpica. Quando Ioshinori Sakai entrou no
estádio a torcida se emocionou.
Na cidade do México – 1968 dois
afro-norte-americanos (Tommie Smithe e John Carlos) respectivamente campeões e
3° colocado nos 200m rasos, fizeram um protesto ao
subirem ao pódio. Eles usavam luvas negras e estavam com os punhos cerrados, sinais
do movimento Black Power. Esse protesto foi contra o racismo.
Em Monique – 1972 o norte-americano
Mark Spitz bateu o Recorde de medalhas de ouro em uma só olimpíada, ganhando
assim 7 medalhas na natação tornando-se um herói
olímpico.
Em Monique no dia 6 de setembro de
1972, 8 terroristas palestinos invadiram a Vila Olímpica e capturaram
israelenses como reféns. Esse incidente foi um dos mais trágicos das Olimpíadas
da Era Moderna. Os alemães tentando resolver o problema, concederam aviões para
os palestinos irem para o Egito sem punições. Na hora do embarque prepararam
uma emboscada e os palestinos percebendo a armadilha mataram todos os reféns
israelenses.
Nos jogos de Montreal – 1976, 16 países
assinaram um manifesto em que prometiam o não envolvimento nos jogos, ou seja,
um boicote em massa. Entre os países que assinaram o boicote estavam 16 nações
africanos, Guiana Sul-americana e Iraque. Ao final da Olimpíada o COI (Comitê
Olímpico Internacional) contabilizou 24 os desistentes da Olimpíada.
Em Moscou – 1980 outro boicote marcou
os jogos de Moscou. Este por sua vez, foi liderado pelo Estados Unidos
totalizando 10 países os desistentes da Olimpíada. Entre eles aparecem Alemanha
Ocidental, Canadá, Japão, Espanha.
Além do boicote frustrante da União
Soviética em Los Angeles- 1984. um fato ficou pra sempre na memória de quem
assistiu os jogos. A Suíça Ganbueli Andersen Scherss, na maratona feminina,
ultrapassou todos os seus limites físicos. Ela demorou exatos 5min e 44seg para
os completar 100m rasos, pois era tamanha suas dores que quase rastejava pelo
chão. Mesmo não conseguindo alguma colocação honrosa tornou-se uma heroína
olímpica.
Em Seul – 1988 um velhote de 76 anos
conduziu a tocha olímpica porque em 1936 em Berlim ele foi obrigado a
participar da olimpíada pelo Japão. Ele participou da maratona que foi vencida
por ele. Por 5 décadas ele venceu com outro nome e nacionalidade japonesa. E só
em 1988 um documento declarou que ele era sul-coreano e que a maratona foi
ganha por um sul-coreano e não por um japonês
nos jogos olímpicos de Berlim – 1936, isto foi explicado pelo locutor no
estádio olímpico, o que proporcionou aos espectadores um momento de emoção.
Em Barcelona – 1992 a União Soviética
já não mais existia, mas os países que faziam parte dela resolveram se juntar
pela última vez e desfilaram com a bandeira do COI sob o nome de Equipe
Unificada, que por sua vez, novamente
ficaram no topo do ranking de medalhas.
Em Atenas -2004 os gregos montaram um
esquema de segurança fortíssimo, por causa do medo de terrorismo. Tudo parecia
correr bem até chegar o último dia, o dia da maratona. O brasileiro Vanderlei
Cordeiro de Lima liderava a prova, até o km 36. estava solitário quase meio minuto
a frente dos outros competidores, quando entra um torcedor maluco que agarra
Vanderlei e lança-o contra a torcida. Então um grego salta da multidão e tira o
maluco de cima do brasileiro e devolve Vanderlei para a pista. Ele ainda volta
na frente, mas foi ultrapassado no fim. Quando ele entrou em 3º lugar no
Estádio Panatinaikos ele foi aplaudido pela torcida.
Esses foram alguns dos fatos que
marcaram a história dos jogos olímpicos. Certo que se fosse para escrever todos
os acontecimentos, escreveria um livro e não um texto.
Felipe
Jacó,
3col.