Fogo na Lenha!
Chega de dúplices e leguelhés
neste mundo!
O nosso cotidiano está cada vez mais computadorizado
por estes adônis laganhos que, friamente, sabem se disfarçar nos mais variados ledos lazeirentos, temperados
com as mais cínicas e medíocres jactâncias que se pode imaginar.
Tanto “progresso” está fazendo a máquina do tempo regredir no mais abstrato vazio, colocando nossas
potências cardíacas em uma situação malparada e
intraduzível, pois, como todos nós sabemos, nada em excesso é benéfico. Adubo demais
mata ao invés de fortalecer!
Sinto muita dó das pobres
mulas deste grande pasto de grama tão engelhada porque
são a elas que cabem a responsabilidade de mostrar a seus borregos, muitas
vezes tão malinos e aluados, qual o melhor combustível para eles abastecerem
seus tanques e não deixar que eles se encostem nas cercas elétricas da vida a
fim de não levarem nenhum choque tecnológico.
Creio, realmente, que o melhor alvitre para este mais
pérfido perigeu seja, peremptoriamente, descomputadorizar um pouco nossas
azeitonas cerebrais e reativar os nossos corações. Fogo na lenha!
Rafael Picerni,
3º col.