Misericórdia, alma minha.
Deste-me noites com pouca lua
E manhãs com pouca luz.
Atormento-te, meu viver?
Meu pobre viver, o que buscas?
Tuas conclusões?
Por que me fazer crescer?
Não quero morrer...
Não me faças impressionar Deus tão cedo.
Deste-me como refeição
a salmoura dos olhos
E agonia dos tempos.
Culpaste-me por existir.
Mata-me nas sombras da madrugada,
Onde a cruz, tão solitária,
Faz-se companheira.
Horizontes malditos,
Mostrem-me além da pobre carne
Consumida pelos demônios dos pêndulos...
Santos pêndulos que aliviam
meu existir,
Que debruçam as infâncias na âncora da vida
Que profunda vai ao mar dos olhos de Deus.
Há
de vir o sol,
Novo tempo,
Quando o tempo acabar.
Rubiano Facchi
3º ano