Existem dois tipos
de amigos: estrelas e cometas. Os cometas passam... São apenas lembranças
pelas datas que retornam. As estrelas permanecem. Passam anos, milhões
de anos, e as estrelas permanecem.
Há muita gente cometa, que passa pela nossa vida apenas por alguns
instantes, sem amigos, gente que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer,
sem marcar presença... Assim são os rapazes e moças
que se enamoram e se doam com maior facilidade. Assim são as pessoas
que vivem numa mesma família e que passam um pelo outro, sem serem
presença. Importante é ser estrela, estar junto ser luz, ser
calor, ser presença viva.
Amigo é estrela. Podem passar os anos, podem surgir distâncias,
mas a marca fica no coração. Coração que não
quer enamorar-se de cometas que apenas atraem olhares passageiros. Ser cometa
é ser companheiro por instantes. É explorar os sentimentos
humanos. É ser aproveitador das pessoas e situações.
É fazer acreditar e desacreditar ao mesmo tempo.
A solidão de muitas pessoas é conseqüência de não
poderem contar com ninguém. A solidão é resultado de
uma vida cometa. Ninguém fica, todos passam.
Há necessidade de se criar um mundo de estrelas. Todo dia poder vê-las
e senti-las. Todo os dias poder contar com elas e sentir sua luz e calor.
Assim são os amigos. Estrelas na vida da gente são amparo
nos momentos de desânimo.
Ser estrela nesse mundo é um desafio. Mas acima de tudo podemos alcançar
uma grande recompensa, ter nascido e ter vivido, não apenas existido.
Todos nós temos a obrigação de ser estrelas. Por isso,
a partir de agora, possamos transmitir essa verdadeira amizade, que jamais
se acaba. Que nossa vida seja uma verdadeira constelação de
amizades.
Danilo
Santos Oliveira
3º ano