Muito do que
eu escrevo, penso em nossos momentos. Muito do que eu leio, revivo tudo
sem saber a noção do tempo... Tempo em que eu vivi e que passou
tão rápido, sem querer... Hoje, o que mais sinto falta é
de seu sorriso, de seu abraço amigo. Eu não queria que, a
cada reencontro, ficasse no ar, a todos que estão presentes, o que
ainda sinto por você, mas, inevitavelmente, tudo o que ainda sinto
está estampado em meu rosto como uma ferida que nunca sara, como
uma doença que não tem cura.
Na vida há momentos em que temos que tomar conta do nosso caminho
para que pessoas não entrem sem ser convidadas. No entanto, me senti
assim, como pessoas que vão a festas sem ter o convite. Eu bati em
sua porta. Você abriu, eu entrei. Você me aceitou, fiz de você
parte de mim.
Hoje sou o mesmo, lhe tenho no mesmo lugar, lhe amo como ainda não
amei ninguém. Mas sinto que estou cada vez mais afastado de seus
braços, cada vez mais afastado de sua amizade. E o que menos queria
era ter que lhe ver de tão perto, mas lhe sentir de tão longe...
Essa ausência me perturba. Quero um dia lhe ouvir, e saber o que você
quer da minha amizade.
Diego
Santos
1º ano