Ai,
ai!
Como dói esse meu peito
a ver tantas coisas que não vão e que nem vem,
que ao mesmo tempo ficam e saem, machucam e saram.
São como idéias que em certo tempo me marcam,
mas ao mesmo tempo me dão ódio
em ver que muitas vezes não fui o que deveria ser.
Fui alguém que não se importava com nada,
e ao mesmo tempo se importava com tudo,
até com coisas que no momento eram insignificantes. Insignificantes
por um lado, mas por outro significavam muito.
Ai, ai!
Como dói ver que poderia ser tudo melhor,
mas às vezes o pior é o melhor,
nem sempre esse pior é mais produtivo,
pois o menos produtivo é o que faz as coisas serem como são
e, nem sempre são as coisas produtivas que nos fazem crescer.
Eleandro
Barbieri
3ºcol