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Agudos, 12/11/2019, 22:51
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Bênção Solene da Igreja
do Seminário de Agudos - 11/09/1955

Depois de trabalhar por muitos anos na construção do Seminário de Agudos, pudemos benzer no dia 11 de setembro a nova igreja. Foram preparados espiritualmente os seminaristas para esse dia tão importante do Seminário, por um tríduo pregado pelo Rev.mo Pe. Frei Tadeu, Prefeito por longos anos do nosso Seminário.

No domingo destinado à benção da nova igreja, cedo, celebrou-se pela última vez a santa missa na sala do museu que, devido aos trabalhos da construção, servira por diversos anos de capela provisória.

Pela 08h30 dirigiram-se religiosos, seminaristas e convidados para o portal da nova igreja, onde nosso mui Rev.do Pe. Provincial, acolitado por Frei Tadeu e Frei Armindo, começou a benção do novo templo, dedicado à Padroeira da nossa Província, a Imaculada Conceição de Maria. Obedeceu a cerimônia da benção ás rubricas do cerimonial.

Na tribuna do órgão da igreja benta executou, em seguida, a orquestra do Seminário, do compositor sacro Alexandre Guilmant, uma peça de música clássica, que pela perfeita execução e pela admirável acústica da igreja surpreendeu os ouvintes.

Celebrou a missa solene em honra da Virgem Imaculada nosso Padre Provincial. Pe, Reitor do Seminário, Rev. mo. Frei Apolônio Weil serviu de presbítero assistente; Rev.mo Pe. Frei Cipriano Chardon, antigo guardião do Seminário, fez as vezes do diácono e Rev. mo. Pe. Frei Rufino Ueter, administrador antigo da fazenda e orientador por muitos anos na construção do Seminário, fez o serviço de subdiácono. Cantou o coro do Seminário a missa sugestiva de Nekes, escrita para vozes mistas a capela, cuja execução feliz contribuiu para rezar e assistir devotadamente o primeiro santo Sacrifício celebrado na nova igreja benta.

Às 11h00 ofereceram os seminaristas aos convidados um bem estudado concerto, constituído em peças pela banda e em cantos a mais vozes. Meio dia teve início o churrasco, oferecido aos religiosos, seminaristas, convidados e operários, os quais tomaram lugar em barracas, construídas nos vastos campos de jogo do Seminário. Pela tardinha, houve, para grande distração e alegria dos seminaristas, quermesse.
Pela primeira vez teve lugar, às 18:00, na igreja, a exposição do SS. Sacramento exposto, em ação de graças pelos favores insignes de que Deus Nosso Senhor fez alvo a nossa Província em resolver e executar o problema da construção do novo seminário.

Com a peça "Conquista Sagrada", encenada por Frei Evaristo Arns e executada no palco improvisado no refeitório dos alunos, para a grande satisfação e alegria do auditório, encerram-se as festividades da benção da nova igreja do nosso Seminário.

Junto ao relatório estão algumas notícias da nova igreja do Seminário:

O altar da igreja - provisório provavelmente - consiste numa mesa simples, executada em estilo colonial. O tabernáculo, feito em nossa oficina, impõe - se pela simplicidade e atrai a vista por ser único objeto que com os castiçais destaca o altar.

Na parede dos fundos do altar aparece a grande cruz de 5 metros de altura, colocada por cima duma cortina pesada de veludo. Enfeitam o presbitério duas estátuas valor artístico: a do Sagrado Coração de Jesus e a de Nossa Senhora. Estavam elas colocadas por alguns anos nos altares da igreja do Convento Santo Antônio do Rio de Janeiro, onde, devido à reforma da igreja, foram substituídas pelas antigas estátuas originais. Não condiziam com o estilo da antiga igreja do Convento, mas quadram bem com as linhas modernizadas do Seminário.

Os degraus do altar - mor, o piso do presbitério e dos corredores da nave, são executados em mármore estrangeiro, segundo os desejos do arquiteto Dr. Joaquim Bezerra da Silva. O piso debaixo dos bancos, tanto do presbitério como da nave é feito de tacos de ipê e de faveiro. Quarenta bancos, feitos de madeira de cedro por nosso Irmão Frei João Schelbauer, destinam - se na nave aos seminaristas. Outros quatorze, bancos menores, estão no presbitério, reservados aos Religiosos.

A luz elétricas indireta, escondida na cornija que corre numa altura de 7 metros em redor da nave, proporciona à igreja, de noite, aspecto solene, marcando as linhas clássicas e simples do harmonioso conjunto das paredes, fazendo sobressair, principalmente na nave, o majestoso teto na disposição admirável do agregado de enormes vigas em forma de cruz.

Ao lado do banco de comunhão, ao pé do arco triunfal da igreja, levanta-se, esculpida em madeira, a estátua do Pai Seráfico. Mede a figura mais de 3 metros e está em frente de uma cruz de 4,20m de altura. Esta obra de arte, adquirida na exposição do Congresso Eucarístico Internacional do Rio, executada pelo escultor Sr. Joaquim de Souza, é presente a nossos seminaristas do bondoso padre Guardião do Convento Santo Antônio do Rio de Janeiro, Frei Oscar Moch. A figura de São Francisco não se impõe tanto pelo volume; é a execução artística e original que lhe imprimem perene valor; é o rosto do Santo que em seus traços marcantes e sobrenaturalizados parece viver e falar; são os olhos que, apesar de serem esculpidos, perecem ver e contemplar; é o burel em sua simplicidade que na disposição tão natural das dobras emoldura o vulto do Santo.

Que nosso Pai São Francisco receba do berço do novo Seminário, muitos piedosos e operosos filhos espirituais.

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