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Agudos, 22/09/2019, 21:49
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Instalações





A história dos seminários da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, começa, assim, humildemente com a fundação de um internato pelo Pe. José Maria Jacobs, o primeiro vigário de Blumenau. O internato que posteriormente foi transformado em colégio e entregue, juntamente com a paróquia de Blumenau, aos frades franciscanos, em maio de 1892. Os frades, que eram os principais mestres no colégio, passaram a ministrar-lhes aulas de latim e de grego, e assim, por volta de 1900, depois de fundado o internato de Lages, o de Blumenau se destinou totalmente à formação dos futuros franciscanos.

Com o decorrer dos tempos, entretanto, Blumenau passou a ser considerado impróprio como sede de seminário. O clima exageradamente quente, os dormitórios mal ventilados nas águas-furtadas e outras deficiências eram apontadas pelos médicos como causas de febres estranhas, tifo e outros males. Em 1917, a Província - apoiada pelo então Visitador Geral, Frei Eduardo Eberhold, mais tarde bispo de Ilhéus - planejou a transferência do seminário para Rio Negro, na fronteira do Paraná com Santa Catarina. Em fins de 1922, a construção estava habitável e em 1923 foi iniciado no Seminário Seráfico de São Luís de Tolosa, que tão profundamente marcou a formação de boa parte de nossa Província.

Na década de 40, o Seminário do Rio Negro começou a ser considerado pequeno demais e de difícil manutenção. Frei Ludovico Gomes de Castro, então reitor do seminário, definidor da Província, mais tarde Provincial e construtor de Agudos, assim conta a transferência: "Em 1942, o prédio do seminário do Rio Negro se revelava pequeno diante das perspectivas de vocações no Brasil. Com a guerra, Garnstock tornara-se uma incógnita.



Na época, o entusiasmo pelas vocações era grande. Foram feitos vários estudos para reformar e aumentar o seminário de Rio Negro. Não se revelaram, no entanto, promissores e compensadores. Foi decidido em Definitório (frades encarregados de conduzir a província) de 17 de agosto de 1943 partir para uma construção, em local central da Província e com perspectivas de sustento relativamente autônomo, clima favorável, água, eletricidade etc. para diminuir os encargos da Província e garantir a alimentação sadia para a mocidade.

Em Piraí do Sul houve promessas de cessão de terreno, que seria ampliado com a compra de outros lotes. Foi iniciado estudo. Frei Edgar Loers, que construíra o Seminário de Guaratinguetá, foi escolhido para apresentar o projeto. Iniciaram-se as obras. Mas houve muita oposição na Província por acharem que o terreno não era ideal. Nem o clima. No capítulo de 1945, com a nova direção, foi resolvido paralisar a obra em Piraí, antes que fosse tarde. Várias ofertas foram feitas. Afinal, em viagem de procura, chegaram Frei Heliodoro e Frei Damaso Venker a Agudos, onde o Pe. Aquino, então Prefeito da cidade, entusiasmou-se pela idéia.

Em Agudos, já havia uma casa das Irmãs Franciscanas de Siessen, que muito se empenharam pela ida dos frades à cidade. Pe. Aquino conhecia a viúva Maria Ornellas de Barros, proprietária da fazenda Santo Antonio, que queria vendê-la. O terreno oferecia lucro de café (na época), possibilidades de criação e pomares, tinha água, luz (na fazenda havia casa de força), terreno plano para construção. O definitório, em prévia visita à fazenda, achou boa a idéia. Fechou-se o negócio e a fazenda foi comprada em duas prestações no total de Cr$ 2.000.000,00. Os filhos de Dona Maria quiseram embargar, mas as dificuldades foram contornadas. A escritura foi feita".

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