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Agudos, 22/09/2019, 21:16
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Instalações





Abertura da sala memorial
As primeiras horas da radiante tarde desta festa jubilar formaram páginas da epopéia dos pioneiros. A voz vibrante de Frei Walter Hugo de Almeida dominou a ocasião ressaltando a “sala memorial” como um ambiente no qual cada objeto, coisa, acontecimento são a cristalização do espírito da vida, do sangue que perpassou e perpassa estes 50 anos deste paraíso terrestre.

As fotografias referem-se às etapas da construção, e os textos narram parte das crônicas da casa, como uma retrospectiva da vida franciscana que foi sendo construída tal qual as paredes e o concreto.

O conjunto destas exposições constitui um acervo da memória dos 50 anos, desde 1945 com a compra da fazenda Santo Antônio. Prossegue com o primeiro grupo de frades e alunos vindo de Rio Negro e finda em 1961 com a conclusão da obra.

Realmente, a vida é feita de estruturas do passado, e é preciso continuar sonhando neste jardim de Deus.

O sorriso do luar foi chamativo a um momento lítero-musical, “ a sessão solene para abertura dos 50 anos do Seminário Santo Antônio”, dirigida de forma genial pelo confrade Frei Constâncio Nogara.

Salientando algumas autoridades, estavam o Frei Caetano Ferrari, o prefeito de Agudos, José Afonso Condi, as irmãs do Sagrado Coração de Jesus (Bauru), as irmãs franciscanas de Siessen, o diretor da casa Frei Marcos Antônio de Andrade e o guardião Frei Nilton Decker.

Após o Hino Nacional Brasileiro e o Cântico de Daniel como ação de graças, a palavra foi dada ao Ministro Provincial Frei Caetano Ferrari, que com carinho e simplicidade frisou o estudo, o trabalho e a oração como instrumentos elementares para a formação. Revelou o desejo de ver este coração formador pulsar por muitos anos mais.

O prefeito de Agudos, José Afonso Condi, confessou o orgulho da cidade por acolher em seu solo o Seminário Santo Antônio, dos frades franciscanos.

Frei Gregório Johnscher, sendo o frade da primeira geração, expôs “Agudos no Alvorecer”. Tonificou o alvorecer histórico, cultural, sócio-esportivo e religioso evangelizador: “Agudos, uma grande e amada Porciúncula” “ ... e Deus viu que tudo quanto havia feito estava bom, e achou tudo muito bom”. - concluiu.

Num breve intermédio poético, assistiu-se ao poema “Romance Feliz”, de Frei Roberto Belarmino Lopes, declamado por Jhônatha Gerber, retratando a paixão pela Dona Pobreza.

Representando os ex-seminaristas, o professor Bibiano Gomes de Almeida, proferiu discurso a respeito de Agudos visto à distância. “Os mestres deste Seminário, ao ensinarem, pensavam certamente em plasmar caracteres, em formar futuros frades e sacerdotes... mal sabiam que estavam forjando almas franciscanas, solidificando uma história”.

Frei José Idair Ferrreira Augusto, explicitou Agudos após longa caminhada. Recordou parte de sua vida vivida em Agudos desde os seus 14 até os 21 anos . Retratou sua experiência no encontro com Deus; disciplina, organização, trabalho, esporte, lazer e convivência. Revelou saudade do ontem, gratidão ao presente e esperança do amanhã.

O seminarista do 3º colegial, Renato Adriano Pezenti, referindo-se a Agudos hoje, teve como objetivo pulsar no compasso de 116 corações que vivem juntos, revelando a ótica do viver daqueles que hoje vitalizam este lar na busca de tornar real o objetivo desta casa como sendo a plena formação. Depôs como alguém que sonha, caminha e busca a concretude do ideal. Falou do sonhar, do comprometimento e do aproveitar o dia. “Ser semente é sentir o gostinho de ser árvore”.

Realizou-se um momento de homenagens, dirigidas pelo cerimoniário Frei Constâncio Nogara, que recordou várias faces marcantes, atuantes e presentes na construção e andamento desta história franciscana; tal como funcionários, professores, irmãs, benfeitores, Frei Gregório Johnscher por ser da primeira geração e Frei Caetano, representando a todos os provinciais, (as palavras deste, foram de grande incentivo declarando que muito ainda está por vir neste ano jubilar).
O madrigal Sinfonia Vocal cantou um “negro spiritual”, intitulado “Ao meu redor”. O coral e a orquestra do Seminário, juntamente com o coral Santa Cecília cantaram o último suspiro de uma noite iluminada na qual só a música, bem trabalhada e extraída com amor é capaz de revelar a paixão que se porta por um Seminário que vive.

Então...

...sejam abençoados os pastores desse grande rebanho de ovelhas que serão, pela graça divina valentes e incansáveis pastores também.

O fim da festa foi o começo de um novo ânimo. Aos seminaristas atuais cabe a divina missão de assoprar para o próprio céu, a nuvem da perseverança e da hombridade, a umedecer e fertilizar esse “Jardim de Deus”, por eles objetivado.

Tudo por divina graça do Deus Bondade.

Neste “Jardim de Deus”, tudo o que floresce é de Deus e para Ele. A vida germina, cresce, floresce, perfuma, espinha, murcha, louvando ao Construtor e amando Pai Francisco!


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