Marionete
Às vezes fico pensando, por que a vida é assim? Sou uma marionete.
Estou preso a uma corda. Logo penso: “Quero ser livre!”
Meus desejos sempre são coibidos. Meus comportamentos sempre observados
por cambadas. Eu sou aquilo que os outros querem de mim.
Pára! Chega! Eu quero ser livre!
Estou sufocado dançando música da qual não gosto. Porque
dançar no mesmo ritmo que todos?
Eu e toda a sociedade somos marionetes de homens, com suas estéticas
e morais. Eu não me conformo. Vim ao mundo para ser livre e não
como fazem comigo.
Antes fosse um aborto!
Será que o sentido da vida é ser escravo? Marionete? Que nojo!
Não quero decorar fórmulas já formuladas. Muito menos
histórias de falsos heróis. Eu sou eu, o outro é o outro,
que o outro me respeite, pois respeito o outro.
Quero ser livre como o vento que sopra onde quer. Assim devo ser: Eu! Eu!
Eu! Eu!...
Estou exaurido de quase tudo! Não agüento ser marionete, muito
menos ser capaxo de elite, catedráticos manipuladores de minhas idéias.
Por isso, não me interrompam, deixe-me ser o escritor da minha história.
Eu sou assim. Ser diferente para mim é natural!
Ronaldo Faustino
3º ano