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Agudos, 22/10/2019, 03:07


Seminaristas agradecem aos frades e benfeitores
Imagens: Ação de Graças pelos 60 anos de Agudos - 2010
Ação de Graças marca os 60 anos do Seminário
Sessão de Lançamento do Livro “Jardim de Deus”
ENTARDECER DE UMA HISTÓRIA
(fatos marcantes nos 60 ANOS - III )
(fatos marcantes nos 60 ANOS - II )
(fatos marcantes - I )
Jardim de Deus
Sessão solene abre comemoração pelos 60 anos do Seminário
Sua Missão: Seminário e Escola de Ensino médio
Memória dos que fizeram esta história II - Frei Walter Hugo de Almeida
Memória dos que fizeram esta história I - Frei Walter Hugo de Almeida
Central de Encontros - Frei Walter Hugo de Almeida
Jardim de Deus - Frei Walter Hugo de Almeida
Realidade e Recordação - Frei Walter Hugo de Almeida


Sessão de Lançamento
do Livro “Jardim de Deus”

APRESENTAÇÃO
(por Frei Walter Hugo de Almeida, ofm)

• Dentro dos eventos da Celebração do Jubileu de Diamante do Seminário – 60 Anos, Frei Rafael Spricigo – ano passado, meu Guardião – pediu-me para re - editar o Relato de Frei Marino Prim – por ocasião dos 25 anos da Casa.
• E que completasse os sessenta anos subsequentes.
• Trabalho ingente, pois tive de debruçar-me sobre Crônicas de 35 anos e sondar o que realmente importava, interessava, selecionar o material, dado que Crônicas de um Convento registram fatos internos, que não vinham ao caso!
• E como há quase 24 anos, vivo nesta Casa, não podia declinar-me deste agradável compromisso.
• Dada à importância deste Seminário para a Província, para a Igreja, para Agudos e Redondeza! E para os que acompanham esta história – especialmente para os ex – seminaristas: - E são tantos, fui à luta! E hoje entrego o resultado!
• Não sou historiador, aprecio sim a leitura da História, tenho interesse nesta matéria!
• Peço desculpas pelas falhas do meu trabalho! Os senões de digitação, lapsos na nova ortografia... Pois o mais que me cuidei, sempre escapa alguma coisa!
• Mas, creio não ter cochilado em dados históricos!
• O livro resultou em 98 páginas, incluindo fotos alusivas ao fato!
• No meu relato complementar, fiz questão de fazer memória dos que fizeram esta história; priorizei a Missão da Casa, como missão de seminário e de Escola de Ensino Médio!
• Evidenciei Eventos – Fatos Significativos nessa História! Elenquei os frades falecidos, vivos e também os egressos da Ordem, que aqui serviram.
• Fiz alusão ao fato atual – O seminário como atração turística, dado que está incluído, entre as dez cidades do circuito Turistico da Região.
• E por fim concluí a tarefa de um modo simples, um tanto pessoal, e entreguei tudo, para a maior glória de Deus!
• E também, para a alegria dos confrades de ontem, de hoje, que aqui doaram sua vida, sonhando lograr mais operários para a Messe do Senhor!
• E nas mãos de Maria, a Virgem Imaculada, e inspirado em Francisco e Santo Antônio, nosso Padroeiro, entreguei os destinos deste Jardim de Deus!
• Obrigado!

Por Thiago Alexandre Hayakawa

Frei Walter Hugo de Almeida celebrou no Salão Nobre Frei Ludovico Gomes de Castro o encerramento de um árduo sonho: reeditar o livro Seminário Santo Antônio, vinte e cinco anos depois 1950-1975, do saudoso Frei Marino Prim, bem como completar os 35 anos seguintes (1975-2010). Este sonho tornou-se realidade na obra Jardim de Deus – 60 anos do Seminário Santo Antônio.

Com o apoio da Prefeitura Municipal de Agudos e com a presença de frades, irmãs, seminaristas, professores, funcionários, amigos e benfeitores foi assim que transcorreu a sessão...

Presença do confrade definidor regional e diretor da Escola do Seminário Santo Antônio, Frei César Külkamp

Diz o poeta e teólogo Rubem Alves: “A poesia é uma busca da Palavra essencial, a mais profunda, aquela da qual nasce o universo. Eu acho que Deus, ao criar o universo, pensava numa única palavra: Jardim! Jardim é a imagem de beleza, harmonia, amor, felicidade”.

Dos diversos jardins semeados por Deus, no dia 15 de julho de 1675, portanto, há quase 335 anos atrás, florescia a Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Na diversidade dos canteiros desse jardim, que é a Província, estão as nossas fraternidades espalhadas por SC, PR, SP, RJ, ES, Angola... E em cada fraternidade há muitas sementes: mais de 400 frades sonhando, evangelizando, semeando...

Recolhendo num cesto de sonhos e sementes, representando esses mais de 400 frades estava presente o frei César Külkamp – confrade do governo da Província e Diretor da Escola de Ensino Médio do Seminário Santo Antônio.

Frei César falou da importância dessa casa de formação, destacando o quanto a Província aqui investiu, principalmente, na formação de frades que atuassem como professores e formadores. E exortou os seminaristas a não deixarem de aproveitar esse tempo de Graça, de discernimento e cultivo vocacional nesse Jardim de Deus.

O Coral do Seminário e o Jardim de nossa irmã Clara

Num jardim, as plantas e flores bailam ao som do vento – “Venta, vento verde!” diz a poesia do Walter. O som do vento marca a história desse jardim desde o princípio. No testemunho das crônicas da casa, recolhido por frei Marino, está descrito: Frei Virgílio Berri teve um cuidado muito grande no plantio do eucalipto. Uma grande área, perto do Seminário, foi ocupada por eucaliptos para uma segunda serventia: segurar e cortar o vento forte e violento que, acostumado a correr livre pela várzea deserta, se irritava ao encontrar as novas paredes, galerias e telhados do Seminário, ziguezagueando e gemendo nas telhas goivas a ponto de amedrontar os seminaristas dos primeiros anos”.

Mas não só o som do vento ecoa nesses prados, desde os primórdios dessa casa a música aqui estudada, ensaiada e produzida acompanhou o som do vento... Ecoando com o vento, o coral do Seminário Santo Antônio, sob a regência do frei Ademir Peixer e acompanhamento da professora Ana Line, cantou “O jardim de nossa irmã Clara”.

Frei Walter e o Jardim de Deus

Como em tudo na vida, também no jardim as flores e plantas nascem, crescem e fenecem. Na última sexta-feira, dia 18, o mundo ficou mais cego porque perdeu a lucidez daquele que foi o primeiro a dar um Nobel de literatura à língua portuguesa – o escritor José Saramago. Homem capaz de olhar e criticar a sociedade atual, como poucos. Alguns o achavam um velhote ateu e rabugento. Seja como for, Saramago produziu belas flores da literatura portuguesa, inclusive uma historieta para crianças, que tem por título: “A flor mais grande do mundo”. Mantinha um blog, no qual constantemente expressava suas ideias. A última foi postada no dia de sua morte,  e ele diz: “Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma”.

O trabalho de pensar – há 60 anos essa casa, esse seminário, essa fraternidade se dedica à formação dos jovens que para cá vêm com o desejo de fazer o discernimento vocacional para a vida franciscana. Quantos e quantos por aqui passaram; quanto essa casa contribui para a formação desses indivíduos.

Mas não só aos jovens apaixonados por Francisco: profissionais que aqui atuam, visitantes, hóspedes... todos acabam contemplando o Jardim aqui plantado por Deus, cujas flores e plantas exalam a mística, o carisma franciscano.

Seja como for, o Seminário Santo Antônio – “Jardim de Deus” é uma referência religiosa, cultural, arquitetônica e educacional. Aqui, executamos a reflexão, pensamos e surgem as ideias (como nos pede Saramago). Jardim semeado de sonhos e idéias, conquistas e realizações – frei Walter, co-autor do livro, apresentou o “Jardim de Deus”.

O coral e O som da pessoa

Muitos foram os que cultivaram as terras desse Jardim: frades, irmãs, professores, funcionários, seminaristas, benfeitores, amigos... a todos servem as palavras de Cora Coralina:

Eu sou aquela mulher
A quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
E não desistir da luta,
Recomeçar na derrota,
Renunciar a palavras
E pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
E ser otimista.

Creio na força imanente
Que vai gerando a família humana,
Numa corrente luminosa
Da fraternidade universal.
Creio na solidariedade humana,
Na superação dos erros
E angústias do presente.
Aprendi que mais vale lutar
Do que recolher tudo fácil.
Antes acreditar do que duvidar.

Certamente, não foi e não é fácil manter esse Jardim, porém vamos seguindo em frente, contando com o vigor de tantos e tantos jardineiros que impõem seu som ao cultivo do Jardim. O coral cantou O som da pessoa.

Chegamos ao fim, passeamos pelo Jardim, fizemos memória de como é trabalhoso cultivar um jardim... como citamos Rubem Alves no começo, também podemos acreditar: “Deus, ao criar o universo, pensava numa única palavra: Jardim!”. Obrigado pela presença e participação de todos!

ERRATA

 • À página 22, lê-se: Em 1970, Dom Paulo Evaristo Arns, que aqui lecionara de 1953 até 1956, recém-formado pela Sorbone, em Grego, Latim, é nomeado Arcebispo de São Paulo. Pouco depois o Papa Paulo VI o promove a Cardeal.
• Ocorrem senões, lapsos na digitação; Por mais que me cuidei, depois vi falhas no campo da nova ortografia... Peço perdão aos leitores.

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