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Agudos, 12/11/2019, 23:31


Seminaristas agradecem aos frades e benfeitores
Imagens: Ação de Graças pelos 60 anos de Agudos - 2010
Ação de Graças marca os 60 anos do Seminário
Sessão de Lançamento do Livro “Jardim de Deus”
ENTARDECER DE UMA HISTÓRIA
(fatos marcantes nos 60 ANOS - III )
(fatos marcantes nos 60 ANOS - II )
(fatos marcantes - I )
Jardim de Deus
Sessão solene abre comemoração pelos 60 anos do Seminário
Sua Missão: Seminário e Escola de Ensino médio
Memória dos que fizeram esta história II - Frei Walter Hugo de Almeida
Memória dos que fizeram esta história I - Frei Walter Hugo de Almeida
Central de Encontros - Frei Walter Hugo de Almeida
Jardim de Deus - Frei Walter Hugo de Almeida
Realidade e Recordação - Frei Walter Hugo de Almeida


Memória dos que fizeram esta história - II

Por Frei Walter Hugo de Almeida

Preliminares

Tenciono lembrar aqui alguns frades que passaram pelo Seminário de Agudos e marcaram sua história e, hoje, alguns estão na eternidade; outros, ou vivem aqui, ou pela Província, servindo ao Reino de Deus.

Sondei nas Crônicas, encontrei dados preciosos. Já de antemão, peço desculpas aos confrades, por não registrar outros irmãos de que gostaria, pelo exíguo espaço a mim favorecido.

Estas personagens fizeram a história, e são plenas de virtudes heroicas, pessoas que viveram situações difíceis, nos primeiros momentos desta instituição.

Frei Gregório Jonscher

Essa figura faz parte das próprias estruturas do Seminário. Veio para Agudos, em 1953. Serviu aqui durante 54 anos, com amor e paciência. Faleceu em 2007. Foi professor de muitos professores que trabalharam e ainda trabalham em Agudos. Falar de suas atividades daria um volumoso livro. Frei Gregório amava a Química, a Biologia, As Ciências Naturais, Desenho, entre outras matérias. Foi o homem do Museu Escolar do Seminário. Só ele mesmo sabia o quanto trabalho para montar, classificar, dispor e conservar todo o acervo. Museu - uma das maravilhas do Seminário. Em cada detalhe a mão e o espírito cuidadoso de Frei Gregório. Deixava e deixou a sua marca de espiritualidade na Casa de Formação; Atendia os frades e os seminaristas, no Sacramento da Penitência e nas horas de aconselhamento. Atuava ainda como “médico”, no campo da saúde. Era um Anjo da Guarda para os irmãos enfermos, idosos.

Na Comunidade Santo Antônio, hoje Paróquia, deixou seus traços de homem dedicado, caridoso e santo. Ainda hoje todos se lembram de sua dedicação, de sua bondade, sobretudo para com os doentes. Quem não se recorda de Frei Gregório, de sua equipe da saúde, em todas as sextas-feiras, percorrendo os leitos dos enfermos?

Há um movimento relacionado a Frei Gregório, no sentido de vê-lo como Servo de Deus, a caminho da beatificação. Já se tem, em caráter privado (individual e/ou para grupos religiosos) uma oração autorizada pelo Bispo Diocesano, Dom Caetano Ferrarri. Oremos nesse sentido. Do céu, ele nos acompanha.Na pessoa de Frei Gregório, retratamos a atuação do excelente professor de música, regente de coro e orquestra dos seminaristas, Frei Hildebrando Hafkemeyer. Lembramos ainda Frei Tadeu Hoemmighausen, Pedagogo nato! Aberto, prático e exigente, mas com coração de mãe; dinâmico e perspicaz orientador dos vocacionados; foi um pioneiro, em Agudos, deixou traços indeléveis, nos seus seminaristas. Dele muitos se recordam. Todos estejam na glória do Senhor! De nós, saudosos confrades, lembrem-se e roguem a Deus.

Frei Barnabé
Rodrigues de Lima


O retrato falado de Frei Barnabé se espelha no Pomar da Fazenda. Este santo irmão entendia de lavoura como de padaria. Sobretudo, da Vida Consagrada. Rigoroso; exigente consigo mesmo, fazia ver a outros a seriedade das coisas da Vida Religiosa. No Pomar, as videiras tiveram sucesso, as laranjeiras encantavam, as tangerinas nos maravilhavam; abacates, jabuticabas, carambolas, limão, mamão, maracujás e mangas, etc., tudo florescia naquele Paraíso de Frei Barnabé!...Ele foi assassino de milhares de sauveiros!...Conseguiu debelar este pior inimigo do pomar. Transferido para Rondinha, como pioneiro do que ele sabia fazer: Ser exemplo e fazer nascer ali um promissor pomar. Já com câncer, foi voando, aos poucos, para a eternidade. Lembre-se, Frei Barnabé, de nosso Seminário e dos nossos pomares, aí, pertinho de Deus. Destaco, na pessoa de Frei Barnabé, nosso saudoso e querido, Frei Timóteo Setti, pela sua vida de doação, em prol do referido Pomar. Quem não se lembra do amor que este venerável irmão tinha pelo Pomar? Buscava sempre servir e com alegria a Fraternidade; depois, refeitorário e com que dedicação! Nas horas vagas, catador de lixo, para a reciclagem. Em espírito franciscano de pobreza, queria ajudar a Fraternidade. Catava até absorvente, sem o saber, para vender como papel velho, dizem os que com ele viveram. Timóteo, lembre-se de nós, lá no céu!

Evaldo e Francisco Hellinger

Este homem, após 30 anos de fiel dedicação em serviço prestado ao Seminário, passou a morar com a família, na cidade de Agudos. Desde 1945, vindo de Rio negro, PR, aqui atuou como motorista de confiança e trabalhador. Sua mulher, como a primeira cozinheira dos frades, na Fazenda. Tinha ele um irmão, Francisco; os dois se integraram nesta região; aqui se casaram. Ambos foram nossos ótimos funcionários. Muitas e muitas viagens fizeram com nossos caminhões para São Paulo, Santa Catarina, Paraná, etc. Traziam material para a construção. Honestos, super corretos, de confiança. O Seminário muito deve a estes dois heróis dos primeiros dias!...Deus os tenha na glória e lhes recompense o que fizeram pelo Seminário.
Na pessoa deles, lembro e homenageio todos os trabalhadores e trabalhadoras que deram sua vida, seu sangue, para fazer nascer o Seminário. E, de modo especial, o Sr. José João Machado de Souza, encarregado do gado de nossa fazenda, e desde o Rio Negro, nosso funcionário, homem bom, dedicado, fiel, amigo dos frades. Acometido de atropelamento na estrada de acesso ao seminário, veio a falecer e foi sepultado no cemitério de nosso Seminário. Deus recompense a todos e os tenha na glória eterna!

Frei Sebastião Ellebracht

Não poderia deixar de recordar esta figura santa. Bibliotecário do Convento, superorganizado, meticuloso; Mais sábio que as enciclopédias, diziam os confrades!... Muito espiritual, foi Diretor Espiritual dos seminaristas por algum tempo. Dominava o horizonte do mundo espiritual, sobretudo as Virtudes cristãs; amante das orquídeas, ia pelos matos em busca de novidade, neste campo; sabia de tudo, em termos de plantas: Dizia nome, sobrenome, a família e tudo a respeito delas. Até que um dia, as abelhas africanas o atacaram e por ter complicação de diabete, veio a falecer, envenenado pelas picadas destes bichinhos de Deus!...Quase que também elas levaram para a eternidade Frei Danilo Dalpubel, seu companheiro de buscas às orquídeas... Frei Sebastião, as orquídeas florescem hoje no jardim de São Pedro, e não há abelhas africanas, por lá! E o Sr. vive a alegria, junto de Deus Pai.

Frei José Lino Zimmermann

Neste enorme casarão, lá está na marcenaria, há 48 anos, Frei José Lino Zimmermann. Ele tem como princípio fazer as coisas bem feitas. Sua fama se estende para fora dos muros; homem metódico (pode-se marcar a hora, pelos hábitos dele, mais pontual que o relógio); interessado nos problemas de ordem local, nacional, e mundial, sempre encontra tempo para não se dispensar dos compromissos. Praticamente, todos os móveis da Casa têm a sua marca. E que marca! Quer nos refeitórios, nas salas de estar, de aulas, museu, venezianas, caixa d’água, poço artesiano, etc. lá está o selo de seu amor! Deus sabe colocar a pessoa certa no lugar certo, e nós somos felizes!

José Lino tem feito discípulos à sua cara: Frei Osmar Dalazen, Frei Enéas Marcelo Prestes de Oliveira. Queremos lembrar na pessoa deste mágico da madeira, Frei Jorge Schelbauer, marceneiro de profissão, com seu carimbo de qualidade, em muitas obras do Seminário, mormente, nos bancos da Igreja, criados-mudos, nos dormitórios, mesas do refeitório. As venezianas, colocadas em inúmeras janelas, falam dele, as portas do Seminário falam dele. Deus o tenha na glória eterna! E por que não recordar ainda Frei Bonifácio Krechel, que inaugurou o cemitério do Seminário? Pedreiro de mão cheia! Atuou na construção; esteve presente em muitas reformas de nossas casas. Veio em 1947 para o Seminário e não parou mais de trabalhar, em seus 72 anos de idade. Na Fazenda fazia pequenos consertos nos muros, etc. estrebaria para o gado holandês e para os burros, trazem a mão dele. Dizia ele, trabalho para o céu!...Céu está bem perto, começa aqui. Deus lhe recompense o dom de servir.

Frei Mário Brunetta

Já serve no Seminário, há 35 anos. Longo tempo como professor de Ciências, Biologia, Química, Matemática, Latim e outras matérias. Frei Mário é homem de espírito de pesquisa, de busca das coisas sérias de todas as Ciências. Pena é que atualmente, suas vistas não andam bem; vidrado em plantas, horta; ama os animais. E toda a natureza. Gosta de medir as forças com o cabo da enxada ou outros instrumentos para mexer a terra, sua paixão. Aprecia estar de joelhos, arrancando ervas daninhas, adubando o terreno, preparando-o para plantar!...Esquece até do tempo; mesmo agora, com suas dificuldades devido à enfermidade, não abandona estas coisas rurais! Nasceu para o verde, em todos os sentidos. Coisa que vem de casa. Não perde de ler o Suplemento Agrícola do Jornal Estadão, todas as quartas-feiras. Está sempre desperto para as notícias do Brasil e do mundo. É homem de muita leitura. Amante do apostolado, da pastoral. Muitos anos, como vigário paroquial, servindo no interior do município; depois, como pároco da nova paróquia, Santo Antônio. Hoje, ainda, em suas dificuldades de saúde, sempre serve na paróquia. Seu nome está registrado no Salão da Comunidade Santa Clara. É muito amado por todos os paroquianos. O Seminário lhe deve muito, pois deu parte de sua vida e ainda colabora com preciosas verduras de seu hobby: – Horta de Frei Mário.

Quero, nestas minhas páginas, homenagear, na pessoa de Frei Mário, alguns confrades que no Seminário fizeram história e deixaram sua marca: Frei Leo S. Schmidt, Diretor e exímio professor de Língua Portuguesa. Frei Walter Hugo de Almeida, por longos anos, como professor de Literatura, Português, Latim, Retórica; dois períodos como guardião e diretor; mestre de postulantado e orientador de aspirantes. Frei Geraldo Hagedorn, orientador e professor; Frei Gilberto Piscitelli, professor, orientador e guardião; Frei Urich Steiner, orientador e professor; Frei Ademar Gadotti, vice-orientador e professor; Frei Olmiro Ferreira, orientador, professor de música; Frei José Lino Lückmann, orientador e professor de português; Frei Lauro Both, professor de matemática, física e de música.

Frei Salésio L. Hillesheim, Diretor, professor de música, grego, dinâmico guardião, excelente administrador, aceso às necessidades da Casa. Frei Jurandir Cristofolini, exímio guardião, atento a todos os segmentos da Casa; bom administrador, sempre atento à educação, formação. Frei Claudino Dalmago, 19 anos ensinando aqui, e ainda ensina. Matérias: Língua Portuguesa, Literatura, Grego, Retórica. Hoje, como sempre, dedicado, ainda leciona Latim, Grego, Retórica, e atua na direção do Grêmio Literário Santo Antônio; sem falar de sua ação no embelezamento dos jardins!...Frei Vitório Mazzuco Filho, orientador e professor, incentivador da arte na Casa. Frei Clemente Müller, professor de Latim e Inglês; destaque na área cultural do Seminário, pela promoção do teatro. Quantas peças imemoráveis: Electra; Antígona; Édipo Rei; Romeu e Julieta, etc. Outro que marcou nosso palco, com brilhantes peças, Frei Hugo Baggio, já falecido. Homem de espiritualidade, de cultura, de fraternidade, amante e orientador dos seminaristas. Muito querido. Excelente professor de Grego e Literatura Universal. Lembro ainda, Frei Marino Prim, excelente professor de História; guardião por dois mandatos; homem de espírito pastoral, pároco em duas paróquias: São Paulo Apóstolo, em Agudos, e em Avaí. Frei Gabriel Wzorek, confrade alegre, professor excelente de Matemática; incentivador do esporte: Quando não jogava, estava torcendo, à beira dos campos. Sua marca continua nas Olimpíadas Frei Gabriel, e no coração de seus alunos. Também gostaria de registrar os atuais servidores desta Casa de Discernimento e Cultivo Vocacional: Frei Rafael Spricigo, Guardião, amante da causa do Seminário; O Diretor pedagógico, Frei Cleiton José Senem, também orientador e professor; Frei Paulo R.Pereira, orientador e professor, vigário da Casa, dinâmico e aceso às coisas do Seminário. Frei Daniel Dellandrea, orientador, professor, ecônomo e secretário; Frei Ademir José Peixer, orientador, professor, regente da orquestra e coral; Frei Nazareno José Lüdtke, homem das compras, colaborador na área dos Encontros, hospedeiro, coordenador vocacional. Frei Aristides, uma marca de franciscano, atua na área de material de reciclagem; embeleza os bosques, pela limpeza e pelas flores; produz adubo orgânico. Frei Enéas M. Prestes de Oliveira, marceneiro e eletricista, um fac totum. Frei Leonir Ansolin e Frei Osmar Dalazen, frades na administração da Fazenda, no mundo do mel, do gado, e na cultura suína, etc.

Impossível enumerar todos os confrades que por aqui atuaram e atuam e estão vivos ainda, mas faço questão de registrá-los, posteriormente, todos os participantes dessa história de 60 anos. Eles deixaram aqui neste jardim de Deus o seu selo de qualidade.

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