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Agudos, 13/11/2019, 00:03


Seminaristas agradecem aos frades e benfeitores
Imagens: Ação de Graças pelos 60 anos de Agudos - 2010
Ação de Graças marca os 60 anos do Seminário
Sessão de Lançamento do Livro “Jardim de Deus”
ENTARDECER DE UMA HISTÓRIA
(fatos marcantes nos 60 ANOS - III )
(fatos marcantes nos 60 ANOS - II )
(fatos marcantes - I )
Jardim de Deus
Sessão solene abre comemoração pelos 60 anos do Seminário
Sua Missão: Seminário e Escola de Ensino médio
Memória dos que fizeram esta história II - Frei Walter Hugo de Almeida
Memória dos que fizeram esta história I - Frei Walter Hugo de Almeida
Central de Encontros - Frei Walter Hugo de Almeida
Jardim de Deus - Frei Walter Hugo de Almeida
Realidade e Recordação - Frei Walter Hugo de Almeida


Memória dos que fizeram esta história - I

Por Frei Walter Hugo de Almeida

Preliminares
Lembro aqui alguns Frades que passaram pelo Seminário de Agudos e marcaram sua história e, hoje, alguns estão na eternidade; outros, ou vivem aqui, ou pela Província, servindo ao Reino de Deus.
Sondei nas Crônicas, encontrei dados preciosos. Já de antemão, peço desculpas aos confrades, por não registrar outros irmãos de que gostaria, pelo exíguo espaço a mim favorecido.
Estas personagens fizeram a história, e são plenas de virtudes heroicas, pessoas que viveram situações difíceis, nos primeiros momentos desta instituição.

Frei Heliodoro Mueller
Encarregado de achar um lugar para fixar o seminário, que fosse auto-suficiente, terreno bem central, plano, boa terra, e que houvesse água, etc. Ele partiu para a descoberta, em companhia do Frei Dâmaso Venker, e encontrou a fazenda de Agudos. Subindo à direção da Custódia, agilizou as negociações, e eis a compra da Fazenda, e os começos da obra gigantesca. A obra de Piraí do Sul foi relegada, pois não correspondia às expectativas do que se queria.
Buscou Dr. Joaquim Bezerra da Silva, engenheiro, para idealizar a arquitetura do Seminário. Este convidou seu amigo, o Sr.Carrara, que se tornou o célebre mestre-de-obras, em toda a construção. Homem de capacidade, forte na ação e no comando. Ainda hoje, dizem, ouvem-se seus gritos de ordem, pelos corredores, etc. do Seminário. E assim nasceu esta Casa. Deus seja louvado e dê sua recompensa a estes homens de Deus!

Frei Maximiliano Kaufhold

Ecônomo da Província, assegurava as despesas de Agudos, e se empenhava fortemente para agilizar este gigante empreendimento: Era um homem desprendido, amoroso, tinha o espírito de pertença à Província, e cativava muitos benfeitores. Sua ação alcançou êxito e o Seminário surgiu, dentro do prazo previsto! Não faltou dinheiro, houve sim, muita luta, esforço. Hoje Frei Max descansa na glória do Senhor.


Frei Ludovico Gomes de Castro
Figura imprescindível na construção de Agudos; em tudo, um super-homem; corajoso e de visão ampla: Homem de ação! Acompanhou a obra em todos os detalhes; queria tudo com qualidade excelente; claro nas decisões, e na administração, impecável. Quantas e quantas viagens ele fez de São Paulo a Agudos e vice-versa! Naqueles tempos as estradas eram horrorosas! E mais, possuía um espírito de sobriedade franciscana. A ele, devemos todo o acabamento de Agudos, com todos seus maravilhosos aspectos. Penso que no céu este homem ainda trabalha, pois sempre lhe sobrava dinamismo!...Deus o tenha na glória feliz!

Frei Walter Kempf
Outra figura de destaque, nos primeiros anos de Agudos. Supervisor de obras; de visão liberal e eclesial; colaborava com seus talentos; capacidade em ciência matemática, foi professor, no Seminário. A Universidade do Sagrado Coração – Bauru – muito lhe deve e a outros frades, pela gênesis de sua história. Mais tarde foi Secretário da Província, Provincial, por vários anos. Homem certo para os novos tempos. Seu nome se registra na história do Seminário, como grande benfeitor. Em seus mandatos de Provincial, sempre cuidou de investir na formação de bons professores, de que Agudos usufruiu bastante, posteriormente. Foi um entomólogo de fama internacional. Faleceu nos Estados Unidos, Washington, quando proferia conferência, representando a Universidade de Brasília. Não me esqueço de seu modo democrático de agir, de seu sorriso e das sábias observações, diplomacia, nos momentos difíceis da província, em tempos de mudanças... Ele sabia como se comportar! Era um diplomata, não feria a ninguém. Tinha uma saída na hora certa! Hoje cuida de formigas, na cozinha do céu, é certo!...Seja feliz, Waltinho Kempf!...

Frei Rufino Ueter
Desde os primórdios, quando se adquiriu a propriedade, a primeira Fraternidade foi na sede da fazenda. Era 1945; ele, o primeiro: envolvido nas preocupações, trabalhos, com mais alguns confrades: Frei Leonardo Schütz, Frei Virgílio Berri, Frei Erminio Berri.
Antes de Frei Walter Kempf, Frei Rufino supervisionava a obra nascente. Era um homem que amava a Província; sonhava com a obra!...E ainda fazia atividades pastorais na cidade. Dele muitos antigos, hoje ainda se recordam. Quando foi transferido, houve tristeza na cidade. Sua missa de despedida foi na Capela provisória dos seminaristas. Ele viu ainda concluídos dois terços da construção do seminário. Iria agora atuar como Comissário da Terra Santa.
Frei Rufino era muito estimado pelos funcionários da fazenda, conforme diz a crônica da Casa; e o motivo era seu jeito bem humano de relacionar-se com os pequenos. Deus há de lhe recompensar tanta bondade.

Frei Virgílio Berri
Frei Virgílio Berri, um dos primeiros para construir o futuro da fazenda. Após Frei Rufino, assumiu a administração. Em 1946, ele relatava: “O chão fértil fica mais perto da sede e nos fundos da mesma. Não tive impressão boa da fazenda, à primeira vista. (...) a situação do terreno: arenoso; sem húmus; exigindo muito adubo, calcário; a capoeira, o capim, conhecido como rabo de burro, algo observável nas terras não cultivadas, tudo isto testemunha a pouca fertilidade do solo. Árvore de grande porte não se encontra; as pastagens sempre vão precisar ser refeitas, pois podem se tornar imprestáveis.
Frei Virgílio foi o incentivador da plantação de eucaliptos em Agudos, e hoje se pensa nessa cultura. Viu a necessidade, por causa dos ventos violentos, contra o Seminário, e a necessidade de lenha para a caldeira, etc.
Junto aos funcionários, homem piedoso, cultivou a espiritualidade, promoveu a catequese. Marcou época na Fazenda. Ali, o sino da capela ainda lembra este Homem de Deus, chamando os funcionários para a ação litúrgica...
Na pessoa de Frei Virgílio, queria homenagear os confrades: Frei Nicolau Wiggers, seu companheiro de labuta; Frei Pedro Engel, homem de importância na fazenda e no Seminário; Frei Argemiro Schmitt, Frei Gonçalo Orth, administradores laboriosos da Fazenda; Frei Teodoro Zimmermann, Frei Toca-Toca, na linguagem dos seminaristas; foi administrador da Fazenda. Frei Ceciliano Meurer, Guardião forte e super-trabalhador desta Casa e de tudo mais aqui. Frei FranciscoTomazi e Frei Lauro Formigoni, ambos se dedicaram com denodo em prol de todas as atividades da Fazenda Santo Antônio; cada um, com seu jeito característico, com sua sábia visão rural. Muito amados pelos funcionários e pelos confrades.
Quero lembrar o nosso ex-confrade, Danilo Dalpubel, e lhe agradecer o quanto marcou beneficamente a Fazenda Santo Antônio, naqueles tempos gloriosos, em que conosco conviveu. Quem não se lembra do mel de Frei Danilo? De suas gostosas risadas? De seu humor?
Não nos esqueçamos de que hoje a Fazenda caminha sob a orientação de nossos confrades: Frei Osmar Dalazen; Frei Leonir Ansolin, incansáveis frades, servidores deste Seminário. Somos beneficiados com o leite, a carne, o mel, a lenha, etc. que nos chegam ao Seminário, em tempo e hora.

Frei Onésimo Dreyer
Um dos pioneiros entre os professores do Seminário. Mais de 40 anos ensinou Matemática, Física, Astronomia aos seminaristas. Por longos anos, na Direção do Seminário. Muitos ainda o tinham na imaginação na figura de Reitor... Doutorado em Física e Matemática, nos Estados Unidos. Homem circunspecto, de pouco fala, levemente tímido, sábio e metódico. De invejável didática: aulas sóbrias, práticas, claras e cheias de conteúdo. Visão pedagógica atualizada, aceso às Leis do Ensino, conduzia a Educação com espírito aberto. Homem de crítica construtiva. Sua experiência trazia segurança aos professores; quando se ia resolver alguma mudança no ensino, era sempre consultado. Como professor tinha o sábio costume: para cada aula, uma nova preparação. Não guardava a aula para usá-la depois; rasgava o papel e o jogava na caixa de lixo. Corria a fama entre seus alunos: No último dia de aula do ano, já começava ele preparar as aulas do ano seguinte. Homem de muita leitura, bons livros, sobretudo científicos. Não passava sem a revista americana Time, sua coqueluche. Muitos anos atuou na biblioteca dos frades e seminaristas. Passava horas e horas nesse reino e era muito atencioso.
Durante todos os anos de magistério, jamais deixou de atuar no apostolado: Desde os tempos de Rio Negro. Em Agudos, juntamente às Irmãs Franciscanas de Siessen: Convento, Colégio e Hospital. Lá da glória celeste, certamente, intercede agora pelo Seminário de Agudos. Deus lhe conceda a alegria de ler Time lá no céu!Na pessoa de Frei Onésimo, homenageamos antigos e dedicados professores: Frei Beraldo Fleddermann, professor de História Geral, renomado cronista da Casa. Homem organizado, metódico, de uma renomada didática. Deus lhe recompense! Lembramos ainda, com saudades, do fiel Secretário do Frei Onésimo, Sr. Darci Delazari, que por longos anos, lecionou Geografia, matemática, e atuou com prof. de Educação Física. Deus o tenha na glória eterna! Faço memória dos demais Irmãos, ainda vivos, e que serviram neste Seminário.


A SEGUNDA PARTE DESTE TEXTO SERÁ PUBLICADA NO DIA 15 DE OUTUBRO

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